B I B L I O T E C A ± T Z I K I . N E T
T I T U L O :
O Marinheiro que Perdeu as Graças do Mar
A U T O R :
Yukio Mishima
E D I T O R A :
Assírio & Alvim
G É N E R O:
Romance, Ficção
P Á G I N A S :
184
L I N G U A :
Romance, Ficção
E T I Q U E T A S :
Japão, Mar
S I N Ó P S E :
“O Marinheiro que Perdeu as Graças do Mar” é uma das mais breves e belas novelas da obra de Mishima. Há quem veja na sua trama uma representação simbólica da sociedade japonesa do pós-guerra conforme a radical visão do autor. Bem mais do que isso, é uma novela de rara beleza, erotismo, imprevisibilidade e de um radicalismo brutal. Noboru deslumbrou-se com a relação poética e erótica de sua mãe com o fascinante Ryuji, o marinheiro que carrega a grandeza, a glória, o brilho do mar e aquele boné com “a âncora ao centro do grande emblema em forma de lágrima (...) reflectindo o sol da tarde”. Mas esta apaixonante relação sofrerá uma inesperada mudança. No exterior há um grupo organizado segundo um Chefe, com elementos precocemente militarizados. Rapidamente absorvem o confuso Noboru nos severos princípios da tradição japonesa. Não tarda que o marinheiro seja julgado por ter traído os valores fudamentais de idealismo, de beleza e de glória. Segundo os códigos do grupo, as contemplações são proibidas e qualquer cedência significaria a sobreposição do caos à ordem, como avisa o Chefe, ou, conforme diz, mais eufemisticamente, o último parágrafo do livro: “a glória, como vós sabeis, é uma coisa amarga”.