B I B L I O T E C A ± T Z I K I . N E T
T I T U L O :
A Quinta dos Animais
A U T O R :
George Orwell
E D I T O R A :
Antígona
G É N E R O:
Ficção
P Á G I N A S :
158
L I N G U A :
Ficção
E T I Q U E T A S :
Fábula
S I N Ó P S E :
A nova e mais completa edição portuguesa de Animal Farm, com tradução revista pelo tradutor em 2020, continua a renegar o título panfletário O Triunfo dos Porcos, honrando o desejo de Orwell de contar, a crianças e adultos, «uma história de encantar». Fartos da exploração a que os humanos os sujeitam, os animais revoltam-se na Quinta do Infantado; mas quando uma elite astuta toma o poder, as promessas de fartura e liberdade são adiadas. Escrita em 1945, após o combate de Orwell na Guerra Civil Espanhola, ao lado dos anarquistas, esta inquietante fábula distópica sobre ideais traídos pela tirania e pela corrupção continua a ser uma das sátiras mais brilhantes às nossas fraquezas e inclinações mais obscuras. «À medida que o comunismo na Rússia e na Europa de Leste assumiu cada vez mais a aparência de uma nova sociedade de classes, com privilégios obscenos para a elite poderosa e uma existência de mediocridade desgastante para a maioria, o efeito moral do livro de Orwell — tão simples de compreender e de traduzir, precisamente como ele desejara — converteu-se numa das muitas forças silenciosas e difíceis de quantificar que erodiram o comunismo tanto enquanto sistema político como enquanto ideologia. Aos poucos, o mesmo efeito estendeu-se à Ásia. Lembro-me bem de um amigo meu, comunista, que me telefonou da China quando Deng Xiaoping anunciou as "reformas" que, em última análise, deram início àquilo que hoje conhecemos como o capitalismo chinês. "Os camponeses têm agora de enriquecer", proclamou o líder do Partido, "e alguns vão enriquecer mais do que outros". O meu amigo telefonou-me para me dizer, em tom relutante, mas com certa generosidade, que talvez Orwell, no fim de contas, tivesse razão.» (Christopher Hitchens)